Nascimento da Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada

Em maio de 1891, os Padres Basilianos estavam pregando missões na aldeia de Zhuzhel, distrito de Sokal. Naquela ocasião um grupo de moças da paróquia dirigiu-se ao Pe.Jeremias Lomnitsky, manifestando-lhe o desejo de ingressar na vida religiosa. O padre sentiu, então, que tinha chegado o momento oportuno para dar início a uma primeira Congregação feminina de vida ativa,que viesse a trabalhar no meio do povo ucraniano. Antes de tudo, o padre Jeremias tratou de convencer o pároco local, Pe.Cirilo Seletsky, que estava para ser transferido para Rava-Rushka, a permanecer em Zhuzhel e ajudá-lo a fundar a nova Congregação. O projeto precisava da colaboração de um sacerdote secular de respeito, como era o Pe.Cirilo, justamente para conseguir o apoio do clero e do povo.Ciente da profunda e arraigada desconfiança dos ucranianos em relação aos jesuítas poloneses que tinham reformado a Ordem Basiliana,o padre Lomnitsky estava convencido que esse empreendimento não podia ser realizado pelos basilianos sozinhos.Havia o Pe.Seletsky de concordar em abrir em sua paróquia o primeiro convento e assumir os procedimentos jurídicos e ecômicos para formar a projetada congregação .O Pe.Jeremias assegurou ao pároco que os basilianos encarregar-se-íam da direção espiritual das Irmãs e iriam prestar-lhes assistência financeira na medida do possível. O padre Seletsky concordou com as condições e de imediato começou a providenciar uma casa para as Irmãs em sua paróquia. Obtida a autorização e a bênção por parte dos superiores basilianos, ambos os sacerdotes puseram-se em primeiro lugar a elaborar um regimento para a nova Congregação. Após ter entrado em acordo com o Pe.Seletsky,o padre Lomnitsky tomou logo mais uma importante decisão: iria propor a uma jovem de Lviv, Miquelina Hordaschevska, que desse início às Irmãs Servas de Maria Imaculada.Miquelina, que se encontrava freqüentemente com o padre Lomnitsky para aconselhamento espiritual, já algum tempo antes tinha lhe confiado o seu desejo de ingressar nas Ordem das Irmãs Basilianas. O sacerdote lhe propôs que, ao invés disso, se tornasse a primeira Irmã Serva. Após alguns dias de oração, a jovem Miquelina, que contava então com vinte e dois anos de idade, concordou com a proposta do sacerdote, abraçando com coragem e confiança a sua vocação. Miquelina passou de junho de 1891 a agosto de 1892, na casa das Irmãs Felicianas em Zhovkva, aprofundando-se na vida religiosa, estudando e assimilando o espírito peculiar de consagração de uma Congregação de vida apostólica ativa. No dia 27 de agosto de 1892, festa da Assunção de Nossa Senhora, a igreja de Zhuzhel se apinhava de paroquianos e visitantes das localidades vizinhas que desejavam estar presentes no ato de fundação da nova Congregação. "Caros irmãos e irmãs em Cristo! Deus chamou algumas de vossas filhas para o seu serviço. Não é com pesar que entregais essas flores a Ele? Entre lágrimas de emoção,os fiéis responderam: "Não"! Voltando-se aos pais das jovens, o padre Lomnitsky perguntou:
- É de bom grado que entregais as vossas filhas a Deus? De novo entre lágrimas de alegria ouviu-se a resposta:
- " Entregamos !"
Sob a guia da irmã Josafata, as Irmãs deram início à sua missão apostólica. As jovens "samaritanas" também se puseram imediatamente a atender aos doentes e necessitados, primeiramente em Zhuzhel e em seguida por toda a Galícia. O modo de atender aos doentes as Irmãs aprendiam dos livros de enfermagem da ir.Josafata e sobretudo de seu exemplo de dedicada consagração. Um outro gênero de atividade que teve início em Zhuzhel foi o zelo pela casa de Deus, a limpeza e ornamentação das igrejas, a conservação dos objetos litúrgicos, como também a arte de confecção de paramentos. O belo talhe das casulas orientais que foi criado pela ir.Josafata e sua mana, ir.Arsênia, é usado ainda hoje. Na aldeia de Samolusk, onde o espírito de consagração das Irmãs foi colocado à prova por uma terrível epidemia de tifo e cólera, que dizimou grande parte da população local. As Irmãs enfrentaram a provação de forma heróica e merecidamente foram por isso chamadas de " anjos de irmãs ". Quando a epidemia se alastrou pela aldeia,o nosso pobre povo não tinha ninguém que o amparasse. Quando as Irmãs visitavam os doentes, elas não somente lhes prestavam atendimento, mas tomavam conta de todas as tarefas domésticas. Faziam o pão, preparam a comida, lavavam a roupa e cuidavam dos animais domésticos. As Irmãs sem preocupar-se consigo mesmas, atendiam a todos. As Irmãs não raro tiveram de experimentar a realidade da pobreza.